terça-feira, 2 de julho de 2013

Tempo de Recomeçar

Texto base: I João 1:8-10. 2:1. "Se dissemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissemos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo". 

Bem. Uma característica marcante da existência humana é a sua mutabilidade, a sua transformação. É um contínuo movimento, como diziam alguns filósofos gregos, é um ser e um não ser, é o ser e o vir a ser. É um estado de ato e potência (como diz Aristóteles), no qual somos e já não somos. Nós temos agora um cabelo castanho (ato) que tornará alvo com o passar do tempo (potência). De mesmo modo enxergo a vida espiritual. Estamos na igreja, louvando ao Senhor (ato), podemos permanecer em adoração após ao culto, como também estamos sujeitos à nossa condição terrena em pecar (potência). Por questões óbvias, uma vez salvo, não significa dizer que nunca mais pecaremos. Se assim fosse, ficaria profundamente desolado e sem perspectivas de vida, uma vez eu ser um dos piores seres nesta Terra. Algo tão sublime como o Senhor não suportaria ter-me por perto nesta minha condição. 
Cientes disso entendemos nosso irmão João ao dizer que todos pecamos, e não podemos fugir disto. Ora, logicamente, se todos pecam (até os mais seletos santos do Senhor) ninguém poderá ser salvo por suas próprias argumentações. Segue então a lógica que, se não podemos nos justificar, precisamos de um Remidor. Pensemos. Se o pecado originário foi uma afronta tão infinda ao Todo-Poderoso, logo, o ser humano não poderia expiar um pecado diante de Deus. Desse modo, somente algo infindo para expiar o pecado, também, infindo; pecado este, que nos faz separação de Deus. Seja no Céu, seja na Terra... Só há um idôneo para tal missão, a saber: Jesus Cristo, o Justo. 
Olha que surpresa. O Filho de Deus, se entregando para salvar a humanidade. 
Concluindo... é notória a nossa incapacidade de sermos autossuficientes; precisamos mais do que nunca reconhecer o projeto salvífico de Cristo. Fico muito constrangido quando peco, e tenho consciência dos meus atos... fico sem chão, sem ar... Sem coragem para orar, com tamanha vergonha do meu ser. Mas tenho de entender que isso faz parte da minha própria condição humana, não como forma de liberalidade para pecar; mas como forma de liberalidade para pedir perdão. 
Reconhecer o erro e querer mudar, é o primeiro passo! Vamos! É momento de Recomeçar, Ele quer escrever uma nova história na tua vida! =) 

A Paz do Senhor Cristo.

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