terça-feira, 29 de abril de 2014

Clamor da Sabedoria!



Segundo o dicionário online Michaelis: 

"Se você parar de ouvir a instrução, meu filho, irá afastar-se das palavras que dão conhecimento". Provérbios 19:27.













instrução 
ins.tru.ção 
sf (lat instructione1 Ação de instruir. 2 Ensino, lição, preceito instrutivo. 3Explicação ou esclarecimentos dados para uso especial. 4 Educação intelectual.5 Conhecimentos adquiridos; saber. Dir Conjunto das formalidades e informações necessárias para elucidar uma causa e pô-la em estado de ser julgada.

A Sabedoria, a Instrução, o Conhecimento, a Prudência, o Mandamento, a Palavra, a Orientação... 
Tais palavras são constantes no livro de Provérbios. 
Tais palavras vêm acompanhadas de suas antíteses:

       Sabedoria em oposição a Loucura
       Justiça em oposição a Impiedade
       Bem em oposição ao Mal
       Verdade em oposição a Falsidade
       Prudência em oposição a Imprudência
       Lealdade em oposição a Deslealdade 
       Deus em oposição ao Homem... (Bíblia de Estudo Plenitude)


Há um convite universal! "A Sabedoria clama em alta voz nas ruas; ergue a voz nas praças públicas, nas esquinas das ruas barulhentas ela clama, nas portas da cidade faz o seu discurso: Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos, até quando desprezarão o conhecimento? Se acatarem a minha repreensão, eu darei a vocês um espírito de sabedoria e revelarei a vocês um espírito de sabedoria e revelarei a vocês os meus pensamentos". Pv 1:20-23.

A Sabedoria (a verdadeira) está a bradar e quem a ouvirá? Quem atentará para a pregação do Evangelho? Quem aceitará a dura e confortadora mensagem da Cruz? 
Num mundo mergulhado no materialismo e no ceticismo, mais e mais a mensagem da Cruz vai perdendo espaço... 
A pergunta está a ecoar: Até quando? Até quando se contentarão com a inexperiência??? 

Bem-aventurados são aqueles que se curvam diante da Instrução de Deus, de sua Palavra! "Os teus mandamentos me tornam mais sábio que os meus inimigos, porquanto estão sempre comigo. Tenho mais discernimento que todos os meus mestres, pois medito nos teus testemunhos. Tenho mais entendimento que os anciãos, pois obedeço aos teus preceitos. Afasto os pés de todo caminho mau para obedecer à tua palavra. Não me afasto das tuas ordenanças, pois tu mesmo me ensinas. Como são doces para o meu paladar as tuas palavras! Mais que o mel para a minha boca! Ganho entendimento por meio dos teus preceitos; por isso odeio todo caminho de falsidade". Salmos 119:98-104. 

A PALAVRA, A PALAVRA! A PALAVRA de Deus é o centro! A Palavra deve ser regra de vida! "Eu amo os teus mandamentos mais do que o ouro, mais do que o ouro puro. Por isso considero justos os teus preceitos e odeio todo caminho de falsidade". Sl 119:127-128. 

Jesus, o verbo! Veio para o que era seu, mas não o receberam! Contudo, aos que receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus. Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós! Cheio de Graça e de Verdade! João 1.

O que temos feito com a Sabedoria que tem dado a conhecer a sua voz? 
Temos rejeitado e continuamos a viver na obscuridade dos nossos instintos? Ou a damos oportunidade para abrir novos caminhos, novas oportunidades rumo ao Céu? 

Quem crer será salvo; quem não crer já está condenado! 

Ame a Palavra. Viva a Palavra. Respire a Palavra! Fazendo isso... encontraremos descanso para nossas almas! 


"Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas. Ponham em prática tudo o que vocês aprenderam, receberam, ouviram e viram em mim. E o Deus da paz estará com vocês." Filipenses 4:8-9 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Agradando a homens ou a Deus?

"Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que pregamos a vocês, que seja amaldiçoado! Como já dissemos, agora repito: Se alguém anuncia a vocês um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado! Acaso busco eu agora a aprovação dos homens ouvi de Deus? Ou estou tentando agradar a homens? Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo". Gálatas 1:6-10.


O apóstolo Paulo dirige-se aos gálatas na ocasião em que dentre eles haviam falsos pregadores do evangelho. Pessoas que não tinham comprometimento com a Palavra drogas Senhor, não eram guiadas pelo Espírito Santo de Deus.
Paulo adverte os irmãos da galácia a respeito de tais pessoas.
Estava havendo um retrocesso, uma vez que as pessoas estavam se deixando levar por doutrinas exteriores. Por isso percebe-se as palavras de ordem a respeito dos subversivos; declarando-os como malditos.
Tais pessoas plantavam a ideia de que o cristianismo era baseado na justificação da lei, e não somente pela fé em Cristo Jesus; o que Paulo, evidentemente, combateu.
A orientação é rejeitar os ensinamentos! É não aceitar! Não concordar! Não ser omisso naquilo que devemos ser AGIR!!!
Tais pessoas passivas acabam concordando com tais práticas heréticas e fazem para suas vidas, o sacrifício de Cristo uma coisa sem fundamento, inútil.
O último desejo de Paulo era agradar a opinião alheia. Sua vontade era colocar os propósitos de Deus em primeiro plano.
Ao contrário de Paulo estavam os falsos mestres que procuravam impor a prática da lei, dentre elas, como a circuncisão. Assim se depreende no capítulo 6 do mesmo livro: "Os que querem causar boa impressão exteriormente, tentando obrigá-los a se circuncidarem, agem desse modo apenas para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo". Gl 6:12.
O que tem sido o seu motivo de glória? Tem residido nas suas próprias qualidades e obras pessoais?
Ou tem feito como Paulo? Tem-se gloriado somente no Senhor?
Tem feito as vontades dos falsos ensinamentos ou tem feito de tudo para agradar a Deus?
Escolha a boa parte! Siga os propósitos de Deus expressos em sua Palavra, rejeite todos os ensinamentos excêntricos. Voltemos ao Evangelho, sim, ao verdadeiro e puro Evangelho.
Graça e Paz!   =)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Usos e Costumes, Tradições e a Cruz de Cristo


                                                                          Por Maurício Zágari. 
                
A cruz é o centro da nossa fé. Tudo o que tem a ver com a crença cristã se baseia na subida do Cordeiro à cruz, para se oferecer como sacrifício pelo perdão dos pecados. Sem o madeiro, não há cristianismo. Assim, podemos dizer que esse objeto é o mais importante da nossa religião. Mas… onde está a cruz? Por que ela não foi preservada? Que fim levou? Bem, eu acredito que sei onde está a cruz de Cristo.

O tempo de decomposição da madeira varia muito. Em uma floresta úmida, um galho de árvore caído ao chão leva cerca se seis meses para desaparecer. Madeira pintada, por sua vez, demora 13 anos. Se houver cupins por perto e nenhum produto químico que a preserve, a decomposição é acelerada. Imersa em água, por vezes ela dura mais (como antigos navios naufragados). Mas raríssimas vezes vai durar séculos – e, ainda assim, se constantemente tratada.

A cruz de Cristo, da mesma maneira que as cruzes em geral daquela época, ficava exposta à influência do clima. Chuva, vento, cupins, fluidos corporais e o constante contato com carne morta cheia de bactérias que causam decomposição. Ela certamente não foi usada somente por Jesus, mas, provavelmente, foi reaproveitada em dezenas, talvez centenas, de crucificações. Isso significa muito uso, muita exposição, degradação, decomposição facilitada por uma enorme gama de fatores ambientais.

Então, em minha opinião, ela apodreceu. Se fragmentou. Foi decomposta. Virou comida de cupins e outros seres que agem no apodrecimento de matéria orgânica. E suas moléculas estão espalhadas por aí. Talvez o café que você tomou está manhã tenha átomos de carbono que estiveram na cruz de Cristo dois mil anos atrás. Talvez aquele filé do almoço. Ou mesmo a camisa de algodão que está vestindo.

Que tragédia! A cruz que nos deu acesso ao céu possivelmente apodreceu! Bem, na verdade… não é uma tragédia tão grande assim. Atrevo-me a dizer que nem tragédia é. Porque aquela cruz, embora tenha desempenhado um papel superior ao de qualquer outro objeto na face da terra para a salvação da humanidade de seus pecados, não carrega em si nenhum valor espiritual. Ela foi importante para o ato da morte do Cordeiro, mas, depois disso, não servia para mais nada. Assim que Jesus expirou, a utilidade espiritual dela acabou. Estava consumado. Que apodreça em paz.

Na Idade Média, houve uma febre na Europa de pessoas ganhando dinheiro por vender a ricos ignorantes o que seriam “lascas da cruz de Cristo” (foto). Tudo falsificação, mas a falta de entendimento do papel de cada coisa no plano de salvação levou muita gente a valorizar o que não possuía valor algum. Pagavam fortunas para adquirir de espertalhões pedaços de um objeto que não tinha mais importância – isso se fossem de fato da cruz, mas não eram. Em vez de olhar para Jesus, esses cristãos sinceros, mas ignorantes, fixavam-se num acessório.

O ser humano não mudou. Continuamos, em nossos dias, dando valor ao que já teve sua função no passado mas hoje não tem mais. Nos agarramos a relíquias que cumpriram seu papel em algum momento de nossa fé e não percebemos que podemos deixá-las apodrecer sem que isso influencie em nada nossa relação com Cristo. Mantemos usos e costumes de uma era passada que absolutamente não têm mais nenhuma razão de ser e os consideramos o centro de nossa devoção.

Todos conhecemos a história do uso de instrumentos musicais nas igrejas. Quando chegaram as guitarras, os contrabaixos elétricos e as baterias, logo foram associados a musicas pagãs e, consequentemente, demonizados. Só o órgão era visto como um santo instrumento. Os cristãos de então estavam tão agarrados a suas tradições que não conseguiam enxergar que a cruz tinha apodrecido e perdera a importância. Outro exemplo é a chegada do retroprojetor. Quando o hinário começou a ser substituído por esse equipamento – um recurso para que as pessoas pudessem ter as mãos livres e levantá-las durante o louvor – houve gritaria. Como pode não usarmos mais os sacrossantos hinários?! Houve indignação. Hoje ninguém mais pensa nisso.

Os louvores, aliás, foram e ainda são alvo de intenso debate. A ponto de termos inventado uma separação entre “hinos” e “corinhos” que não faz nenhum sentido. Ambos são música cristã, mas os cânticos mais antigos acabaram sendo diferenciados para agradar os irmãos que não gostavam dos estilos musicais contemporâneos. Mas não há diferença na essência desses dois grupos de músicas: sua finalidade enquanto louvor é precisamente a mesma. Até porque aquilo que hoje chamamos de “hinos” foi considerado música contemporânea na época de sua composição. Daqui a 50 anos, tudo o que cantamos hoje serão velhas canções, dignas de serem entoadas por um coração sincero e contrito diante de Deus. Se a música for boa e bíblica, sobreviverá ao teste do tempo e permanecerá; se não, deixará de ser entoada. E só consegue enxergar isso com discernimento quem entende que o que importa é quem esteve na cruz e não a cruz em si.

Quando vou ao culto, leio a Bíblia em formato eletrônico, no meu iPhone. A mensagem é exatamente a mesma de qualquer outra Bíblia. As verdades sagradas estão todas ali. Mas já ouvi muitas vezes críticas a isso, como se só bíblias de papel fossem dignas de ser usadas na igreja. Nem vou entrar pela discussão acerca de usos e costumes mais frequentes, pois tudo o que tinha de ser dito a esse respeito já foi. Infelizmente, muitos irmãos extremamente bem-intencionados e que amam a Jesus de toda sua alma dão muita importância à madeira e com isso deixam de olhar para aquele que nela esteve pregada. Não devemos condenar ou discriminar quem abraça uso e costumes como se fossem questões centrais na fé, mas precisamos instrui-los. Mostrar que tais práticas não levam ninguém para o céu: a graça de Cristo leva. E que discriminar e oprimir filhos de Deus por causa delas é como dizer a Jesus: “Dá licença, Senhor, saia da frente, pois está atrapalhando a visão da cruz”. Olhe sempre para o crucificado, que é eterno. Não para o que vai se decompor.

Recentemente, uma irmã deixou um comentário no APENAS, profundamente agoniada. Ela escreveu: “Sr.MaurícioSou casada há 20 anos. meu esposo é maravilhoso, porém me obriga a pertencer a uma Igreja em que não acredito muito em suas doutrinas, diz que só aquela Igreja é a certa e que salva, que devo usar apenas saia e ter o cabelo nos pés. Faz acepção de pessoas, já não estou indo mais na Igreja, porém meu esposo tem me tratado muito mal e diz que tem vergonha de mim por eu usar calça. Ele não conversa mais comigo é como se eu não existisse dentro de casa, virei um “objeto” lá dentro. Por favor me ajude.“. Fiquei triste. Vi nesse e em tantos casos semelhantes a graça de Cristo ser substituída por algo que não terá nenhuma influência sobre a vida eterna.

Que fique claro que respeito profundamente os hábitos e a cultura de cada denominação, jamais vou me levantar para criticar, a troco de nada, algo que é importante para um determinado grupo e que não configura heresia, mas fico profundamente tocado quando lascas da cruz se tornam instrumento para oprimir, deprimir e impor um jugo desnecessário a irmãos e irmãs em Cristo. Todo e qualquer uso e costume que substitui a graça salvadora de Jesus pela prática de um hábito cultural olha para a cruz e não para o crucificado. E machuca pessoas, o que fere o primeiro e maior mandamento.

Tenho um carinho enorme por irmãos de todas as denominações. Todas. Respeito profundamente os membros de qualquer igreja que professe o verdadeiro Cristo. Batistas, presbiterianos, metodistas, assembleianos, Deus é amor… se quem está ali é sincero diante do Altíssimo e tem Jesus como Senhor e Salvador, é meu irmão. Não discrimino ninguém. Não ouso dizer que sou “mais cristão do que fulano e beltrano” só porque são adeptos de usos e costumes diferentes dos meus, só porque cantam hinos ou corinhos, só porque são verdes ou azuis. O que é heresia é heresia e devemos combater, mas o que não é não remove ninguém da família de fé. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl 51.17). Se Deus não despreza, como poderia eu? Não me atrevo a ter tamanha arrogância.

Eu não sou melhor do que o irmão do reteté. Eu não sou melhor do que quem proíbe bater palmas ou só canta hinos medievais no culto. Tenho um desejo profundo de que todos alcancem a maturidade espiritual, que abandonem práticas sem sentido e fixem o olhar tão somente no Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Mas, enquanto isso não ocorre, abraçarei todos os que são filhos do meu Pai. Não farei (como já fiz no passado) piadinhas maldosas com quem é diferente de mim em detalhes de sua vida devocional. Não oprimirei quem presta adoração sincera a Deus enquanto adota usos e costumes sem sentido. Não tenho esse direito. Você tem?

Infelizmente, por falta de instrução bíblica correta, muitos se agarram a práticas e usos que não fazem sentido e a tradições decompostas. Naquilo que está ao meu alcance, farei o que puder para levar a eles conhecimento da sã doutrina, que os afaste dessas puerilidades espirituais. Mas, enquanto isso, vou abraçar e estender meu amor fraternal a todos os que fazem tais coisas de coração puro e em adoração sincera ao verdadeiro e único Salvador do mundo. Pois, se eu discriminasse um cristão bom e fiel por qualquer questão relacionada a usos e costumes, não estaria olhando para a cruz e muito menos para o crucificado, estaria cuspindo e esmurrando aquele que mandou amar, até mesmo, meus inimigos – quanto mais meus irmãos.
A cruz apodreceu. Mas o amor que devemos ter por todos precisa permanecer incorruptível – pois Jesus ressuscitou, seu corpo está vivo e seu coração pulsa eternamente por cada filho de Deus, sem exceção.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,

Maurício

***

Maurício Zágari é teólogo, jornalista e escritor premiado, membro da Igreja Cristã Nova Vida, em Copacabana, RJ e editor do excelente Blog Apenas.

Atravessando o Mar!

     

     O povo acabara de sair do Egito. O povo acabara de ver as 10 pragas sobre o Egito. O povo acabara de receber instrução sobre a consagração dos primogênitos. O povo acabara de ser guiado pela coluna de nuvem durante o dia e pela coluno de fogo durante a noite. O povo estava confiante até que... 

                  "Ao aproximar-se o faraó, os israelitas olharam e avistaram os egípcios que marchavam na direção deles. E, aterrorizados, clamaram ao Senhor. Disseram a Moisés: 'Foi por falta de túmulos no Egito que você nos trouxe para morrermos no deserto? O que você fez conosco, tirando-nos de lá? Já tínhamos dito a você no Egito: deixe-nos em paz! Seremos escravos dos egípcios! Antes ser escravos dos egípcios do que morrer no deserto!" 
        Moisés respondeu ao povo: Não tenham medo. Fiquem firmes e vejam o livramento que o Senhor trará hoje, porque vocês nunca mais verão os egípcios que hoje veem. O Senhor lutará por vocês; tão somente acalmem-se". Êxodo 14:10-14.


    O povo acabara de perder a fé! 
    Diante do Grande livramento que Deus acabou de operar, não é difícil imaginar a euforia vivida pelos Hebreus que há tanto tempo sofreram sob o jugo da escravidão. Mas, de repente, eles se deparam com o Mar Vermelho à frente e o poder de faraó e seu exército logo atrás. Anteriormente Deus já havia manifestado o que havia de vir a partir do verso 17 do capítulo 13 - "Quando o faraó deixou sair o povo, Deus não o guiou pela rota da terra dos filisteus, embora esse fosse mais curto, pois disse: 'Se eles se defrontarem com a guerra, talvez se arrependam e voltem para o Egito'. Assim, Deus fez o povo dar a volta pelo deserto, seguindo o caminho que leva o mar vermelho. Os israelitas saíram preparados para lutar". 

Os israelitas poderiam sair preparados para lutar, mas não foram capazes de vencerem a si mesmos. 
Este é o maior inimigo do ser humano, a saber, nossa natureza pecaminosa. Pois já dissera o apóstolo Paulo que aquilo que ele quer não faz, e aquilo que ele não quer fazer, isso ele faz. É uma constante em nossas vidas, até àquela Vida, a verdadeira Vida se manifestar em glória. 

Deus tinha propósitos maiores para esta ocasião! 

No ápice do trecho inicialmente descrito, o que podemos notavelmente perceber que logo após a 'clamarem a Deus', os israelitas jogaram sobre os ombros de Moisés toda a responsabilidade, esquecendo-se dos atos passados realizados pelo próprio Deus; como se de alguma forma Moisés fosse o mentor de todo o projeto de salvação para os hebreus! 
Diante disso, Moisés reconduz o foco em direção à Deus e na sua capacidade ilimitada de dar o escape diante de uma situação improvável. São as situações improváveis que podem nos colocar nessa condição de derrota, preferindo um momento sofrido mas certo a serem direcionados a um futuro incerto! 
Os israelitas se esqueceram do Senhor e agora estavam preferindo o estado anterior em que se encontravam. Grandes mudanças, grandes desafios nos fazem a pensar em nossa comodidade passada. 

Moisés mantem-se firme e credita a Deus a salvação, mesmo diante de um momento de crise e dúvidas. 

Mais adiante o Senhor concede o escape e mostra para os egípcios e os israelitas o Seu Poder, gerando resultados frutíferos entre o Seu povo, como se depreende do versículo 30 e 31 do cap. 14 - "Naquele dia o Senhor salvou Israel das mãos dos egípcios, e os israelitas viram os egípcios mortos na praia. Israel viu o grande poder do Senhor contra os egípcios, temeu o Senhor e pôs nele a sua confiança, como também em Moisés, seu servo". 

Momentos de crise geram: 
  • Vontade de desistir e se entregar.
  • Vontade de desistir e voltar ao estado anterior, sem progresso.
  • Instabilidade na Fé. 
  • Culpar aquele que não possui culpa. 
Momentos de crise, também, geram:
  • Demonstrações de Poder e Misericórdia divina. 
  • Experiências com o impossível.
  • Fortalecimento na Fé, quando exercitadas. 
  • Um relacionamento mais próximo com Deus. 
  • Reflexos naqueles que estão ao nosso redor, demonstrando os atos de justiça do Senhor. 

Portanto, 
             creiamos com Fé naquele que é poderoso para fazer além daquilo que pedimos ou pensamos, naquele que fez terra e mar e tudo o que neles há. 

Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!". Romanos 8: 36-39. 

Jesus te Ama! 

Graça e Paz!!! = ) 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Arrependimento Eficaz

"Agora, porém, declara o Senhor, 'voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto'. Rasguem o coração e não as vestes. Voltem-se para o Senhor, o seu Deus, pois ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se e não envia a desgraça". Joel 2:12-13.

    Então. Um dos grandes atributos de Deus é o seu grande e tremendo amor. E para nós, cristãos, temos a cruz de Cristo a genuína demonstração de amor com relação à humanidade. "Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida com Cristo quando ainda estávamos mortos em transgressões - pela graça vocês são salvos". Efésios 2:4-5. 
    Não obstante a Graça de Deus ser tão grandiosa, é necessário que ela entre pela porta do arrependimento. "Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, pra que os seus pecados sejam cancelados, para que venham o tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus". Atos 3:19-20. 
    Não menos importante, é necessário que o arrependimento seja interior e verdadeiro; sendo que, sua mera confissão exterior de nada pode valer (caso não esteja atrelada à vontade interior). "O Senhor diz: 'Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam é feita só de regras ensinadas por homens". Isaías 29:13. Tenhamos o cuidado, para que não caiamos no mesmo erro; em que nossa vida espiritual não vire um conjunto de regras frias e impotentes para Salvação. 
    O ato de rasgar as vestes representava um sentimento de angústia, de fortes emoções. Todavia, como bem sabemos, as ações exteriores nem sempre correspondem com os pensamentos internos. 
Pois é este o alerta divino. Rasguem o coração, não as vestes. "Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Corrijam a sua conduta e as suas ações, eu os farei habitar neste lugar". Jeremias 7:3. 
    Qual seria o desejo de Deus com relação aos homens? Vejamos em Jeremias 3:19 - "Eu mesmo disse: Com que alegria eu a trataria como se tratam filhos e daria uma terra aprazível a você, a mais bela herança entre as nações! Pensei que você me chamaria de 'Pai' e que não deixaria de seguir-me". 
    Também vemos que, por vezes (e não poucas), O decepcionamos e o deixamos de seguir por determinados momentos. 
    Entretanto, se "alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo". 1 João 2:1-2.